quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mas o que me mata
não é o fardo da espera
ou o luto disfarçado dos ponteiros
de um velho relógio na sala

Me aniquila
Me sufoca
Essa sede de memória
A angústia permanente
que me deixou a saudade
sem dizer quando parte...
sem dizer quem a sacia...
sem dizer palavra...
Me abandonou ao rés do vento
E nem contou pra onde ia...

Fiquei eu na sala
ao soluço dos relógios
E esse vazio espectral
da sua falta sem retorno
da sua sombra,
sob minhas pestanas.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

sua palavra
chama
minha saudade
táctil
minha letra
pranto
seu amor
fácil