segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ele não reparou no céu, em todos os cinco tons daquele céu das cinco da tarde. Só eu aguardei o sol virar sombra... Mas ele não viu o que eu vi. E não viu que eu o via.
O domingo se despediu em chuva, e ele não sentiu sequer um pingo cair. Em cada pingo eu me molhei até o fim daquele dia. Mas ele não sentiu o que eu senti. E não sentiu que eu o sentia.
A chuva desceu e a terra subiu. Mas ele não sentiu o mesmo aroma que eu senti. Não sentiu que o era também nele.
Deixei entrar o vento e ele fechou as janelas. O vento voou em mim até eu voar no vento. Mas ele não voou como eu voei. Eu voei sozinha.